quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O tempo e as Jabuticabas!

Exelente texto de Rubem Alves!!!!

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse

amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'

O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

Corram para as colinas!!!

A partir de julho, quase ninguém será preso ou permanecerá preso no Brasil, diz jurista


*Dr. José Firmino é Juiz de Direito aposentado, radialista, jornalista, produtor e apresentador do Consultório Jurídico-TV Pajuçara, articulista do Jornal Extra Alagoas, poeta, rotariano e advogado, Conselheiro Seccional da OAB/AL e blogueiro do MaceióAgora.

Para tristeza dos homens e mulheres de bem do Brasil a sociedade brasileira, já há algum tempo, entrou para o ranking nada honroso do grupo dos países mais violentos do Mundo, destacando-se pelo seu altíssimo índice de violência urbana, doméstica, familiar e violência contra a mulher.
Essa incomoda posição é colocada em pauta pela mídia nacional como prioridade, passando a imprensa brasileira e estrangeira a praticar um jornalismo investigativo onde a violência de todos os tipos, os crimes de todas as modalidades e a livre e forte ação da bandidagem dão lugar as manchetes extraordinárias dos jornais, revistas, rádios, TVs e blogs em geral.
Certamente, que o destaque do Brasil em relação aos outros países, neste quesito violência, se deve ao elevado grau de desrespeito que predomina na sociedade brasileira. Também, não se tem como deixar de fora a cultura nacional de se querer levar vantagem em tudo, o infeliz jeitinho, o coração “mole” das pessoas do bem, a impunidade predominante e a corrupção incontrolável.
No Brasil o gestor público, hoje quase que de modo generalizado, não respeita os seus administrados, não respeita o erário, não respeita e si mesmo e nem a sua própria família. Aqui a injustiça, a miséria, o sucateamento dos órgãos da saúde, da segurança publica e da educação, ano a ano, vêm se dando de forma geométrica e para compensar o governo retribuiu as pessoas mais carentes com uma vergonhosa esmola denominada BOLSA FAMÍLIA, que pode ser classificada como um instrumento eficiente de corrupção eleitoral.
Não é exagero dizer que os brasileiros vivem um caos social; que a sociedade brasileira se tornou refém da bandidagem, uma bandidagem que não exita em abusar da força e da opressão; que o Estado brasileiro se mostra incapaz de vencer a calamidade social vivenciada pelos seus concidadãos; que a classe política tem uma parcela considerável de culpa em tudo isso e que o povo brasileiro já perdeu a esperança de viver num País onde, realmente, todos sejam iguais perante a lei e perante o Estado.
A rigor, dizer que o Brasil não é um Estado democrático, não é exagero algum, pois aqui a repressão não é controlada e o papel da policia no controle da criminalidade é ineficiente. Pode-se afirmar que diante do agigantamento das ações criminosas, praticamente não existe controle da criminalidade.
Há de se dizer, entretanto, que pior do que tudo isto é ser obrigado a reconhecer que essa violência descontrolada, que transforma a todos em escravos do medo, existe e a cada dia se fortalece mais, graças a conivência de alguns grupos de policiais civis e militares; de alguns representantes do Poder Legislativo municipal, estadual e federal; de alguns poucos advogados e de alguns poucos membros do Ministério Publico e do Poder Judiciário.
A situação calamitosa do Brasil, em relação à violência, requer uma urgente revisão constitucional, no que diz respeito a direitos e deveres do cidadão brasileiro e a maioridade penal, dentre muitos outros pontos incentivadores da violência. Requer uma legislação Penal e Processual Penal mais rígida e uma aplicação da lei, sem interpretações favoráveis ao crime e ao criminoso.
Entretanto, o que se vê, na contra mão da realidade vivenciada pelo cidadão e pela cidadã que habita o território brasileiro, é um Congresso legislando em favor da impunidade, do crime, da desordem e da esculhambação generalizada.
Esta constatação se dá na medida em que o Congresso Nacional aprovou e a Presidente da Republica sancionou a Lei n° 12.403, em 04 de maio de 2011. Essa Lei altera vários artigos do Código de Processo Penal de 1941 e, após sua vigência que se dará a partir do dia 05 de julho, somente em situações excepcionais ocorrerão prisões em flagrante e serão decretadas prisões preventivas.
Na pratica, os bandidos que praticarem os crimes de homicídio simples, roubo a mão armada, lesão corporal gravíssima, uso de armas restritas, desvio de dinheiro público, corrupção passiva, peculato, extorsão, dentre outros, dificilmente terão as suas prisões preventivas decretadas ou as suas prisões em flagrante mantidas.
Como se isso não bastasse, o Congresso concedeu e a Presidente ratificou, através da lei mencionada, poderes ao Delegado de Policia para soltar qualquer criminoso preso em flagrante, desde que o crime cometido seja punível com de até quatro anos de prisão, mediante pagamento ou não de fiança.
Isso faz com que o ladrão que furtou o seu carro, o receptador que receptou os seus bens furtados, o criminoso que matou o seu parente no transito, que assediou a sua filha e que lhe ameaçou de morte, não passe uma noite se quer na cadeia, porque a partir do dia 05 de julho, quase ninguém será preso ou permanecerá preso no Brasil.
Este é o presente que os Deputados Federais, os Senadores e a Presidente da Republica dão aos brasileiros.

Logomarcas

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Sala de Aula

                                                                                                                     por Molina, André

A avidez em busca do conhecimento e do saber, às vezes nos leva, inconteste, a perder o foco daquilo que nos propusemos aprender, efetivamente. A sede do saber faz com que levemos a um segundo plano a ementa constituída de determinada matéria, condicionando todos os demais colegas a um aprendizado, naquele momento, de pouco teor e conteúdo científico, devido a nossas interrupções e questionamentos, às vezes sem grande valor.

É certo e se tem o direito/dever de questionar as dúvidas com os professores/mestres em sala de aula (  e não temos só este momento para fazê-lo, uma vez que todo o corpo docente se dispõem  a ajudar os acadêmicos fora do horário de aula ), desde que sejam abrangentes ao assunto em discussão. Caso contrário, ao abrir uma discussão de menor valor ao aprendizado, cedemos espaço para debates e conversas paralelas e o comprometemos, inconscientes, o tempo de aula ( que já é curto e caro, diga-se de passagem ), bem como obrigamos os demais colegas de sala a perder a atenção do assunto aplicado.
As intervenções dos participantes devem ser saudáveis, sucedendo e fornecendo esclarecimentos e base para um aprendizado coletivo de qualidade e resultados extremamente satisfatórios.

 “A sala de aula deve ser um celeiro de dúvidas e, quando estas existirem, ela não deve ser vista como um espaço material, mas, sim, como um instante de construção sócio-intelectual. Dessa forma, desejo explicitar o fato de que a faculdade necessita romper seus próprios limites físicos e se fazer vida com a vida. Portanto, a sala de aula é um espaço para investigação, para a busca de pistas que componham a construção do saber, que é um dos valiosos papéis da dúvida e, também, uma instância socializante, uma vez que nos permite estabelecer contato com uma imensa diversidade de seres e formas pensantes que precisam ser ouvidas e, conseqüentemente, respeitadas. É, ainda, um laboratório de formação e informação intelectual, passando a ser uma via que nos possibilita perceber outros caminhos.
E, com isso, dizer que a aprendizagem exige uma mediação integrada, em que o aprender se torne prazeroso à medida que se faça significativo."*

*Jorbson Bezerra

Molina, André

Ser Acadêmico do Direito


Se quiseres ser um verdadeiro acadêmico
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procura na faculdade o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber, 
De vontade, de garra.
Se tens frio, se tens fome, 
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem,
Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte!
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem acadêmico, 
tens que assumir o comando do teu país.
Respeita para ser respeito.
Valoriza para ser valorizado.
Espalha amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas: 
toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção, 
a falta de limites, o abuso de poder,
Pensa na existência de tudo o que te cerca e em tudo o que aprendeu.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir. 
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.
Autora: Marina da Silva